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  • Cigarro x Cirurgia Plástica

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    Para comemorar o Dia Nacional de Combate ao Fumo, decidimos falar sobre a relação entre tabagismo e cirurgia plástica. Não é segredo que o cigarro afeta negativamente o risco de qualquer procedimento cirúrgico. Desde a anestesia até a recuperação completa, são muitas etapas em que as toxinas influenciam. Mesmo assim, a data e o tema continuam tendo muita importância.

    De acordo com dados de uma pesquisa recente publicada na revista científica The Lancet, os fumantes diários no Brasil caíram de 48% da população, em 1990, para cerca de 20%, em 2015. Embora os números continuem caindo, um quinto da população ainda fuma. Confira, a seguir, alguns problemas que o cigarro pode causar para quem passa por uma cirurgia:

    Necrose
    Necrose é a morte do tecido por falta de circulação sanguínea. Quem fuma tem maiores chances de sofrer com tecidos necrosados nas áreas de cicatrização. Isso gera grandes alterações na região operada e é mais comum em procedimentos que envolvem o descolamento da pele, como lifting facial e abdominoplastia.

    Infecção
    Para se recuperar, o tecido precisa metabolizar glicose e oxigênio. Mas nem sempre o sangue dos fumantes é capaz de oxigenar adequadamente a cicatriz. O tecido que não passa por essas condições acaba ficando mais desprotegido e propenso a infecções.

    Trombose e embolia pulmonar
    Um risco que o tabagismo aumenta nas cirurgias é o de trombose, quando há coagulação de sangue. A trombose é mais comum nas veias das pernas. Mas, quando esse coágulo se desprende e chega ao pulmão, o grande perigo é que a pessoa sofra uma embolia pulmonar, causa significativa de morte depois de operações.

    Outras complicações geradas pelo fumo:
    • Demora no desaparecimento de hematomas;
    • Cicatrização lenta e com saliências;
    • Problemas com a anestesia;
    • Riscos circulatórios.

    Dicas para os fumantes
    Em geral, recomenda-se que o paciente que vai passar por um procedimento cirúrgico pare com o cigarro no mínimo um mês antes da operação e permaneça sem fumar por mais um mês depois. Essa prática não extingue os riscos, mas diminui as chances de que o fumante tenha problemas decorrentes do hábito. Para quem enfrenta grandes dificuldades de largar o cigarro mesmo que temporariamente, deve tentar reduzir progressivamente o consumo.

    Quer saber mais sobre o assunto? Entre em contato e agende sua consulta de avaliação para tirar suas dúvidas.